Sardinhas Empratadas ao Limão

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Tomada por regras, convenções

E as certezas absolutas

Me vi nadando num mar de desgostos

Tentando arduamente seguir

A correnteza quente

Daquilo que era chamado

Normal

Segui as temíveis três fatídicas

Da boa convivência

Olhei pra trás e vi apenas um tubo artificial de oxigênio abaixo da reserva

Satisfazia apenas uma vã necessidade

Talvez nem minha

E prendia meus lábios

Até não querer dizer mais uma só palavra

O arrasto me fazia perguntar

Talvez até mexesse com algum sentimento

Não posso ser injusta

Mas então era apenas um questionamento

Porquê uma mala tão grade

Pra uma viagem tão pequena?

Agora eu tinha que arrastá-la

Pelas calçadas de 2000 anos de Roma

Ou 200 em direção ao ouro de Paraty

Bem, ao menos não virei uma estátua de sal

Ah mas sabe?!

Quem dera fosse, talvez se derreter e misturar fosse mais rápido

No mar do meu descaso

A brisa fresca revoltava os cachos

Que cobriam parcialmente a vista

Eu sempre escolhia o mesmo tipo de flor pra cuidar:

Amor Perfeito

E então ocupava tudo exortá-la à vida

Mas quem cuidava do jardim quando tudo ala(r )gava?

Ninguém..As flores estavam ocupadas em procurar seu próprios umbigos

Girando, girando em seu mundo de pequeno latifúndio

Nem é minha filosofia..

Eu agora sei que a fonte seca,se não pode brotar

É preciso também cuidar da nascente

Era uma Nailê descrente

A tentar

A puxar e puxar e então empurrar

Empurrar e empurrar

Vendo todo o mundo passar

E nada tocar

Entendia tudo Entedia

Até entornar o copo cheio

Ufff

De fonte renova

E hidratar um corpo

Não terá sentido até que eu me emocione

Nasci do extraordinário

Não será feito até que eu faça

Desejo o extraordinário

Desconsidero tudo que for ajustado

E Justo

Eu não acabei até que eu diga

Desconsidero medidas e proporções

Não cabe até que me livre

Meus pensamentos extraordinários

Eu não sinto frio até que eu sinta

Desconsidero todo ordinário

Vivo num mundo extraordinário

Eu não meu ajusto ao mundo mundano

Quero o êxtase

Deixo a corrente passar

Pra me lavar

Meu universo se faz a mim mesma

Vivo no meu mundo

Feito de gotas

Feitos de contas

Extraordinário mundo

A me levar

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

Jundiaí - São Paulo - Brasil

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