Resplendor

Atualizado: 15 de Mar de 2019



Me prendi num cativeiro

Chamado auto percepção

Nada do que digo ou faço

Me faz sair desse oceano profundo

Infindável

Que eu entornei

Me afundei

E me tornei

Fui procurar um sol

Em meio à esta tempestade

Da qual me vesti

E encontrei um mundo todo novo

Absolutamente surreal

Que finalmente me deixar ser

Agora estou tentando descobrir,

Ver o por quê

Das minhas mãos

Tão acostumadas a gesticular e gesticular

Se mexer e tamborilar

Ainda não conseguem por si só expressar

Falar e contar

Aquilo que a boca

Tão facilmente

Fulgaz

Faz sagaz

Quem são as mãos?

São mãos frágeis

Acostumadas a apenas acompanhar

Sempre em segundo lugar

Com medo de me agarrar

Medo de me segurar pelos ombros, chacoalhar e dizer

O que é que você tem na mente!?

Mexa-me pelo amor de Deus!

Do que tanto você tem medo, linguarruda?

São tantos creditares sobre mim agora

Mas o mais importante

Eu resvalio

Perco a força de minhas palavras

E começo a ouvir mais num passado

Descrente, descrédito e desinteressante

O perigo iminente

Que é crer

Em bocas atrozes

Desejos vorazes

De ditados cruéis vestidos

De dádiva desinteressada

Em festa

Que se perfaz

De segredo glorioso

“Venha comigo... Venha atrás de mim... Eu te guio”

Pra subir num pedestal

Que se quer existe

Ou tem valor

Feito de um

Para si só

Estou lhes dando as costas

Usando as mãos para finalmente

Vendar-me os olhos e

No completo escuro

Com apenas aquela chama de luz interna

Retornar à busca incessante

Que é escutar a minha própria voz

Feita de muitos

Importares

Partidos de uma mesma fonte

Para desfrutar do perigo iminente

Que é creditar-me

Acreditar

E ouvir-me ser

Então... estou eu,

Ali,

Com meu recém conhecido amigo Salvador Dalí,

Prontinha para a festa

De sapatos novos e recém adquiridos, chamados ouvidos moucos

Vestida de diamantes

Brutos e recém lapidados

Esperando só minha carruagem chegar

E fica no meu ar a minha dúvida,

Enquanto neste segundo eu quiser respirar Novos ares de conquistas e sucessos

Eu vou ligar?

Será que eu vou deixar o papel de segunda colocada num pódio de um,

De um outrem

E ser capaz

Com aceite e certeiro

Insolitamente

Solita,

Me permitir gloriosamente subir nessa nova viagem?

É... só crendo-me pra ver ...

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

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