Maçãs #01

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Fui acordada

Há muito eu pedia

Insistia

Todo o tempo

Quando abri os olhos

É tão claro, tão claro

Mal consigo ver

Às vezes eu fico doida

Me cansa

Um pouco essas trevas de luzir

Como pode!?

É, ainda é assim um pouco...

Mas sinto que está chegando

Meu limiar

Pra isso continuo

Todo o tempo

Cada dia busco um desconcertante

Contentamento

Novo

Diferente

Hoje fui embora

E deixei as portas do atelier abertas

Pra respirar

Circular(mos)

Mas ainda é muita luz

Pra mim

Me confunde um pouco a vista

Ainda, pra mim

Mas eu sigo

Um pouco a cada passo

Um monte a cada passo

Todo o dia

É imprescindível!

Eu forço

Eu reforço

Eu disse,

Me sinto um Dogue Alemão

Que de um dia para o outro

Cresceu

E sai

Por aí

Trançando as pernas

Tropeçando e

Chacoalhando toda

Ainda um pouco descrente

De como está

Não se dando total conta

Do que passou

Ainda cega

Um monte

O monte

A muda

Agora tanto faz

A orelha está cheia (por enquanto)

Já não marco tanto

A fase

Só a aceito

A sós

Estou nessa fase de tudo

Paciência...

Um pouco anestesiada,confesso

Mas está tudo nomeado,

Então... ahh

Ah quanto

Desse mundo novo

A descobrir reluzir

De novo

Um novo

Um passo

Dois passos

Compassos

Pas de deux

Paciência...

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

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