Hibiscos Fechados em Notre Dame

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Um belo monstro

Um monstro belo

Uma corcunda

Uma carranca

Uma prisão auto imposta

Um cárcere privado

O Pré e Pre-conceituar-se

Ao julgar

E saber que ao fazê-lo também em outro

É reconhecer-se

E vestir a vestimenta de sofrer

Nas próprias emoções

Good come in Waves

Num descrer

De si mesmo

Deixar o poder e a sabedoria adormecidos

Que assumidos de limitação velada

Deixou-se o escravo assumir a forma de homem

Assim tão frágil

Assim tão pequeno

Ao somente crer num material tão finito...

E crer num mundo de César

Quando há todo um céu

Esperando florir

E desperdiçar as valiosas respirações

Em escambo

Pra cobrir o corpo nu de

Impor e repor-se de limites

Foram precisos dois

Para essa prisão,

Eu prisioneiro

Eu carcereiro

E Ser melhor escravo

É aquele

Que assim não tem consciência Ser

Nem sequer a própria tem

Obediente

Por esta também foi domado

Mas eu sei que somente eu sou capaz de tomar-me a vida

E eu mesma a dou

De bom grado

A mim agora

Na vida da alma o preço da liberdade

É a eterna vigilância

E fazer valer desse

Chamado do ser

Para tornar-me

A minha mais-valia

A minha liberdade

Ainda que tardia

Dessa alma que o tempo todo só quer

Voar

Livre

Fluir

Liberta

E tudo mais o que vier à frente

Libertar a minha morada

E ver-se Deus em uma mulher

Que a criou para irradiar sua glória

E ver-se mulher Ser tão divina

Que o vive para expressar sua imagem em pessoa

Só para ouvi-lo sussurrar

No sopro da nova vida que lhe presenteou

Que é chegada a hora de brotar de mim:

“Eu me deitei em você para dormir, e enquanto eu dormia, sonhei um sonho”

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

Jundiaí - São Paulo - Brasil

11 2434 1922   /    11 9 5302 0252 

  • Facebook
  • Instagram
  • Pinterest

© 2019 por Nailê

  • Facebook
  • Instagram
  • Pinterest