Extraordinário

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Sabe o que é automatizar coração?

O Pecado do Conhecimento

Deixar de sentir pra

A deixa...

Entediar

Com o que vê

Acaba com a descoberta

Acaba com a conquista

Acaba com o novo

Acabada com o detalhe

Vou ascender

O sol

Eu preciso luz-ir

Pra acabar com essa

Conhecida

A-Sombra

Não tenho mais escrito

Há uma semana(plus)

Eu não pinto

Está mais difícil se apaixonar

Quando faço

Depreciar

Quando tudo é novo

Diferente

É fácil

Apreciar

Não preciso descobrir

Mas quando tudo é conhecido

Eu quase não preciso ler

Como se já conhecesse tudo

Automático

É difícil se queimar

Pelo que já sei

Acostumada

Ver o véu

Eu costumava

Depois de descrer

Procurar aquele morro

Pra encostar

Finjo estar na sombra

De um dia de sol

Mas nem quente está...

Morro, um pouco por dia

E esfriou de novo

O olho

Minimiza

É mais rápido

O cérebro

Pula

Eu resumo

Tudo

Finjo

Que já sei

Esqueço o que me estimula

Mula...

Veja

Há meses eu não durmo muito

Mas ontem

Primeiro dia

Fiquei cansada

Porque?

O hábito

Costurei aquela colcha

De deixar

De acostumar

Aí me deixei de novo

Mas por meses

Eu me acostumei com o frio

O bom é que preciso

De menos casacos agora

Mas en-fim...

Está esquentando

Vou queimar essa danada também

To queimando tudo

Do pó

Ao pó

Já te contei...

Eu gosto da fênix

Que renasce

Do fogo

Pra voar

Linda

Linda

Nós...

Nossa!

Pensei agora

Eu tenho que me zerar

Resetar

Esquecer o que penso que 

Conheço

Acabar com o que vejo que

Já sei

Deixá-lo parar por agora

Descobrir

Vida, uma montanha por dia

Eu mo-ver 

A meu ver 

Montanhas

Esqueci como falar

Talvez eu nem queira

Talvez nem precise

Mais me esvaziar assim

Agora eu aquar-ela

Agora eu texto tudo

É trocar a cabeça

Pra começar a olhar

De peito

Inovar

Renovar para

Reconhecer cor

Reconhecer gosto

Reconhecer tom

Reconhecer textura

Descobrir cheiro

E então terei que sentir o

Exótico que é

Redescobrir

A emoção

Daquela parte que acho que já sei

Pra ser capaz

De transformar

O meu normal

Em mais

Será o ordinário

Queimando

Em extraordinário

A dosagem

Será sem diminuir(-me)

Mas em exagerar

Uma montanha

Pra ver aquele pouco

Que faz

Do milagre

Fabulo-so

Rotina

Conhecida

Totalmente

Desconhecida

Fábula-só

É maximizar

Dia a dia

Aprendi isso no pintar

Ajuda no sentir

Não conhecer

É o tronco do impressionista

Ah que fácil

Acostumar

Estou em constante tédio

Se não cuidar

De reinventar

Todo dia

Dia a dia?

Ah que milagre!

Todo dia recomeçar

Tudo novo diferente

Acabei de fazer isso, não?

Acabei de contar como 

Voltei de não ir!

Minha música preferida agora?

Burn the house down

Simbólico...!

Eu fazia isso na escola

Quando as partes da história

Não me fazia sentido

Eu decorava

Não precisava ter olhos de coração

Eu só guardava o que 

Achava que sabia

O bom é que sou nerd

Mas meu cérebro às vezes

Me subestima

Mas esse cômodo

Nem posso julgar

Assim me acostumei

Hora de burn eu down

Toda

Queimar a parte

Fria

Pra reconhecer

Em absoluta

Paixão

É aquele fogo

Do amor

De re-ver

De re-descobrir

De re-sentir

De re-tocar

Por isso que eu arrumo tanto antes

Tenho que parar de me subestimar também

Não é pra adiar

É pra transformar

E como meu cabelo cresce

Sobram as casas pra mudar

A muda

Em dois sensos

Precisa

Se deixar

Crescer

Semente

Brincar um pouco

De Árvore

“Pra acostumar”

Me Acreditar

Creditar-a-me

Burning the whole house down!

Que extraordinário

Meu poder

Quando permitir

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

Jundiaí - São Paulo - Brasil

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