Nailê Rabelo Atelier

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Enxaqueca

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Sou uma carrasca

Eu torturo

Me torturo

Depois ponho a culpa

Na coitada da enxaqueca

Que só faz inchar

Encher

E dormir partes

Tadinha só me quer descansar

E eu a uso

Perversa

Comigo em mim

Eu fazia

Quando

Me prendia na torre

Acontece

Quando no cérebro exagero

Há quatro anos eu controlava

Descia brincar no jardim

Mas subia só pra dormir

Mas nesses últimos meses

Tive duas vezes

Todas as vezes que o uso demais

Fechei a janela

E a porta, pra não descer mesmo

Coitada da cabeça...

Acho que é pra lembrar

Me acordar

Recordar

Que a vez é do coração

Mostrar que a dor de manter-se

Não é menor

Maior

Pior

Melhor

Que a dor de mudar-se

E eu gosto

Só é diferente

E eu gosto

Aí indiferente

Eu

Remed(e)io aquilo

Pra fingir

Que preciso

Vivo sem

A vida toda quase

Mas só porque não gosto

Me faço tomar

Só pra fingir que cansei

Ser cruel até o fim

Pra mim

Só pra ser forte

Pra mim

Mostrar que aguento

Pra mim

Tonta...

A fortaleza

Está em trocar-se

Do conhecido pra

Vestir-se

Do desconhecido

Ao permitir-me escolher

Ao crer no escuro

A ver que o caminho se ilumina ao longo

É fato certo

Sempre

Bem diferente

Eu que aScendo

Agora só fico no jardim

Pra ser

Na única diferença

Que era

Render(me)

Aí é rapidinho porque pra mim

A dor dura

Não dura

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