Banquete após o tempo interminável em sociedade

Atualizado: 6 de Mai de 2019

Desjejum após o tempo interminável em sociedade

Sociedade em desjejum


Desgarrada das antigas certezas sociais

Vaidades cruéis e

Desmamada dos benditos ditos populares

Deixei de tomar este orgulho em meu desjejum

O que antes era apenas um pequeno sentimento

De desagrado torpor

Se tornou descrente, este sabor

Que nunca foi meu

E jamais me pertenceu

As duas medidas de acomodação, nos dois goles da xícara cheia de acostumar-me e um pequeno pedacinho do sempre desagradável: moldar-me

Passaram veementemente a não fazer mais sentido

Eu até me esforcei para colocá-los em minha histórica retórica refeição

Ou talvez vesti-los, quem sabe!?

Mas a verdade é que nunca me cabe,

Me acabe!

Uhhh não...

Não mais nessa história extraordinária

Que me foi confiada!

Cheia de sentidos emocionais...

Então desisti desse fim e

Decidi que vou colher

Recolher

E usar aquela colher que me dei há meses de presente

No meu presente

Ah queridos sociais, um aviso, eu já disse

Eu sou a rainha deste castelo

Não mais princesa do reinado,

Meçam essas palavras, por favor!

Venho me preparando para tomar de conta de mim há meses

Venho me lavrando há anos

Vendo, plantando e plantando e lapidando há outros tantos

Comecei com o deleite

De uma deliciosa entrada:

Propósito

Passei para reconhecer que

Recebi um infindável coração

Falante, ativo e petulante

De bandeja

Em irrepreensíveis

Duas progenitoras desbravadoras

Banhadas em Aqua(rela) fresca

Ah que refeição estupefaciente!

De lamber os beiços

Encher a pança (uh, que eu não tenho!)

Hidratar as infinitas possibilidades

E me deleitar com a vista

Daí pra frente, após um topo,

De segunda voz gritando em minha própria história,

Passei a ser a atuante

E ganhei uma voz eloquente

E ganhei um presente calmo e preciso

E ganhei uma expressão divina e preciosa

E pensar que tudo eu mesma que me dei!

Ah que Beleza! Vim te conhecer, finalmente!

Assumir, consumir e te libertar, minha amiga!

Deixei de lado os belisquinhos egóides após esse delicioso almoço

Sou feliz em dizer que nunca os conheci profundamente, mas mesmo assim...

E troquei a longa fatídica jornada diária

Empurrada diariamente pelo cansaço goela à baixo

Por uma estupenda descoberta de curiosidade diária

Regada de auto conhecimento e

Uma elevada autoestima

E Tudo por mim mesma!

Ahhhh vida!

(Suspiro com as mãos aos céus)

Ahhh minha vida!

Deixo socialmente que pensem incansavelmente

O quão insignificante sou em suas próprias, e mais importantes, histórias

Pra me levarem em conta em minha própria e

Deixo, a dar de ombros,

Dizerem o que deveria fazer

E... Ahh... Eu, não o faço

Urubus agourentos de certezas

Não não, se enganaram

Eu não dou essa liberdade

Eu saí desta curva, se é que me entendem

E... Ai...

Lamento, eu não poderia

Desculpe, eu não deveria

Ops não, não queria...

Não em meus versos extraordinários recém descobertos e fortalecidos

Agradeço o desinteresse

Mas de agora em diante eu mesma me alimento

Da minha própria colheita

Obrigada

Amém.

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

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