Amôra

Atualizado: 27 de Dez de 2018


Amoremia

Nós, primos crianças, tínhamos uma

Amoreira nossa

Nossa!

Era enorme

Cada um tinha um galho e com um nome

Pra se lambuzar mais confortavelmente

Claro...

Eu era o do Morcego

Comia, comia, comia

Ás vezes rodava ali

Pulava

Me jogava

Me levantava, fortona

Dependurada de cabeça pra baixo

Sabe né?!

Pra mudar a perspectiva

É, pendente,

Às vezes muda tudo

Pra entender a vida

É, contrário,

Às vezes muda tudo

Ficava pendurada

E assim perdurava...

Aí vermelha de tanto brincar

E decidida da tal invertida,

Subia no galho da moto

Só pra mostrar que podia tudo

No mais alto,

Viajando,

Dirigindo o mundo

Apreciando a vista

No Topo do mundo...!

Mas um dia ela adoeceu

Partiu, com uma parte do meu coração

Pensei: vou te renascer

Subi de morcego

Voei de moto

Peguei lá no alto

Pertinho do céu

Colado no sol

Um broto

Ainda saudável, forte

Cheio de frutinhas

E plantei minha muda

Em minha casa

Lá no (em)canto do meu coração

Agora todo fim de ano

Vou apreciar a

Regenerada, ressurgida voltar a reaparecer

Conversar com as

Amôras Minhas

Fofocamos da vida

Enchemos a barriga

Sujamos os pés descalços

Manchamos as roupas

São nossos novos momentos de descanso

Aquarelados e eternizados

Nas cores de ouro, prata, cobre, perola

E dos meus olhos

Que brilham

A admirar-se

Dia a dia

A impressionar-me

Todo santo dia

Repleto da

Minha tesourinho

Minha amôra

Meu presente a

Amoremia

Amoreira

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

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