Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

Jundiaí - São Paulo - Brasil

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© 2019 por Nailê

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A Fragilidade do Amor

Pensei que fosse apenas mais um encontro casual

Esperava encontrar um desconhecido anteposto

Mas quando me sentei

No espelho a frente

Pude ver apenas, aquela pessoa que mudaria minha vida

Reconheci logo que olhei

Era aquele mesmo velho semblante reconhecido

Movimentar-se

Sentado sob um holofote

Levei-me cear aquela noite

Através daqueles familiares olhos verdes

Senti-me sugar de canudinho a jugular

Reconheci felina pantera na parte obscura do recinto

Foi tudo num segundo, mas numa vida um marco...

Sentia cansar ao

Ouvir daqueles lábios crenças antigas

Despertar-se misturados

Simbióticos

Robóticos

Metódicos, decorados

De quem lê um livro a cada semana

Eu ouço tanto esses repetires...

Depois vejo o tentar perfazer

Ao usar minhas falas

Mas eu reconheço minha verdade

Assim que ela me toca

Estou apossada, vestida e passada

Nela

Dela

Por ela

Pra ela

Ultrapassou o lugar da carne

A tenho encrostada, no cerne

Depois de queimar

Por isso já aviso,

É inútil sugar o supérfluo superficial sobre a superfície

Mas... A decisão é particular.

E assim que

Largadas daquelas vestes apertadas pude ver

Aquela nova reconhecida pele negra flamejar

Levou aquela semana para amadurecer

Levou aquela semana para escurecer

E agora demonstrar-se negra

E o brilho...?

Sob sol só vejo uma refletida: lavander

Eu apenas sentia queimar...

E aquele pesar, passar

...

E lá se foram 30 anos até me apossar

É dia 07

Posso comemorar meu fato grande

Foram 30 anos até me apaixonar

Foram 30 anos até me deixar

Posso comemorar meu fatto grande

Foram 30 anos até permitir

Amar-me

Nomeei meu cadeado

Que antigamente me fechava a sete chaves

E fui nadar à beira mar para deixá-las cair até o fundo

As sete

E não precisei mais olhar para trás

Pra saber que veria meu pé molhado tilintar sobre a ponte construída

Fagulha a fagulha daquele caminho voar

Olhei a frente, com meu presente nas mãos

Encontrei meu posto

E tranquei minha verdade em mim

É um fato histórico a comemorar

Continuei, sabendo que ali estava segura

Segurei mais forte minha rosa

Quero oferecer-me o agora

Sentei num banco novo para brindar o novo corpo

E aguardei pacientemente

Minha companhia chegar

Aquela

Com quem vou cear nessa noite

E assim que levantei os olhos

Segura de avistar o horizonte se aproximar

Reconheci aquela familiar felina mover-se

Silenciosa à frente vestida sob meu recém descoberto amor

Eu pude, ver-me vir em minha direção

Ver-me, enfim, em flor florescer...



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