A Busca pela Nova Linguagem



Sinto meus pés cansados

De tanto caminhar até então perdida

Nas terras distantes

Fechei meus olhos por um segundo

E nessa noite puder ver duas mortes:

Um passado, um presente

Estou antecipando

Tanto é minha vontade de nascer de cima

Mas meu tempo não é mais chronos

Não adianta tentar

Já deveria ser uma velha lição apreendida

Nesse tempo que passei sem dizer

Uma só sentença

As palavras fugiam de mim

E se escondiam

Talvez para guardar tudo só para mim

Me particularizar

Eu estava um pouco assim

Tomando posse do que é meu

Era uma visão a ser vivida, vívida

Agora aos poucos estou germinando minha paciência

De uma pincelada a outra pincelada

Aos poucos dominando

Dando nome

E domando o que se tornou meu

Meu coração

Meu sentimento

Minha visão

Dadas com amor a outras mãos

Mas só então

Agora voltei ao funcionamento normal

Porque deixei as coisas irem

E tomarem seus próprios caminhos

Estou construindo o meus

Com esses mesmos meus pés

Antes cansados

Tenho ainda um pouco de dificuldade

Estou buscando um pouco a segurança

Vejo isso nos meus sonhos

Está um pouco mais lento me atirar

Nesse vôo infinito

Sou eu contando em meu chronos de novo

Mas é algo que já posso ver com clareza

Posso reconhecer quando tento diminuir-me

Percebi além mar esses dias

A necessidade de estar em estabilizar-me

Mas grandes navios não foram feitos apenas para viver em portos seguros

Vejo sempre um diminuir

Ou talvez um acomodar

Para ocupar esse posto

Que com orgulho

Digo que já não me cabe

E não me pertence

E na verdade tudo o que eu quero é saltar

Olhar o penhasco daquele topo

E liberar

Estou percebendo que preciso levar algumas coisas mais à sério

Minhas três importâncias elevadas a sério

Com a profundidade que sinto e vejo meu futuro brilhar nelas

Essa terra nova à vista

Ontem descobri que é importante para mim

Estar sem ruídos

No silêncio da minha mente

Eu fico totalmente presente

Permitindo-me ouvir aquele canto lavrado

Voltou agora

Talvez seja esse a morte do primeiro, o passado

Eu esperava falar da fragilidade de amar-me

Desde meu aniversário talvez

Mas penso que não era um assunto dominado

Faltou força no azul

O muro destoou da força dos cadeados

Claro, é simbólico!

Não me lembro, mas aposto que a falação estava ligada ao meu lado

Agora eu percebi que atrapalha

Depois de domar

Já era ora de soltar

Foi assim também com os quartos escuros e pequenos

Agora eu posso respirar o ar fresco sem mais medo de me encaixotar

Onde estiver encontrei essa liberdade em mim

Meu próximo passo, não mais cansado

Veio depois de um “riso” de amor

Cheinho de tempero

A superação da morte do presente

Era o toquinho de amor que eu precisava me permitir receber

Aquele ser cuidada

Porque tanto calor, estava me matando

Eu precisava refrescar-me de brisa fresca

Esse será meu presente

Ele sempre é

Em dias de meus aniversários

Vou me dar deles todos os meses

Nesse meu ano novo

Pra pintar o que começo a esboçar

Esse finalmente é meu futuro que começa

Em meu Sempre Agora

Então hoje vou banhar-me nesse mar

Limpar limpar limpar esse ar antigo

E segunda recomeçar com minhas três grandes e verdadeiras chances de florescer

Naquilo que descobri ser meu grande amor

Por isso vou entrar nesses antecessores dias

Nesse silêncio reconfortante que sou

Nesse Porto Seguro em alto mar

Sob céu em tempestade

Que me encontrei ser

Vou largar a mão das rédeas

Soltar os antolhos

E pegar meu Leme

Avistando o novo horizonte

Marcar em meu corpo

Meu doce apossar-me

Disposta

Esposar-me

Nesse oceano profundo, de vasta forte e infinita doce imensidão

De imersão

Que eu sou!

 textos... 

Nailê Rabelo Atelier

aquarelas|sketches|textos|eventos

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